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O espaço expositivo onde a materialidade da performance se encontra abriga ainda outros trabalhos compostos pelos seguintes elementos: um aquário desasseado em que uma caneta flutua na água; um livro de artista; fotografias que sobrepostas e dispostas de uma certa maneira remontam escadas; e a carteira com os tijolos. Todos esses trabalhos expõem críticas institucionais: do ensino superior de artes visuais; abandono dos espaços públicos como universidade e biblioteca; e descontentamento com o atual contexto político.  

Nas palavras de uma das curadoras do CUBIC 3, Stephanie Dahn Batista, a performance, como linguagem de ação contemporânea, precisa estar presente e articulada para atuar na diluição de fronteiras entre o museu e o público que transita pelos espaços expositivos, marcando a possibilidade de repetição da ação no circuito em que se encontra. No caso de Repetidamente Repetente as relações do corpo com o objeto projetam um campo de significação, alusão à condição humana na cultura ocidental e repetição histórica das opressões.  A artista, Érica Storer de Araújo, afirma questionar em sua pesquisa performática a condição do corpo levado à exaustão – neste caso, à exaustão da imobilidade. 

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